REUTERS/Fabrizio Bensch
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Cenário: Temor de autoridades aumenta com tráfico intenso de armas

Na Europa, a preocupação também é com ataque com armas de fogo ilegais que podem ser obtidas com facilidade

Rick Novak / THE WASHINGTON POST, O Estado de S.Paulo

21 Dezembro 2016 | 05h00

A Alemanha está novamente tensa. Os investigadores estão tentando compreender o motivo que levou um indivíduo a lançar um caminhão contra frequentadores de uma feira de Natal em Berlim.

Novos dados, no entanto, mostram que as autoridades europeias não estão em alerta apenas contra possíveis planos terroristas utilizando caminhões ou bombas. Também se preocupam com uma ameaça mais convencional: armas de fogo ilegais que podem ser obtidas com facilidade cada vez maior pelas redes terroristas.

Segundo o Centro Internacional de Estudos da Radicalização e a Violência Política, do King’s College de Londres, criminosos “comuns” que se tornam suspeitos de terrorismo estão se transformando num problema crescente. O centro de pesquisas coletou dados sobre 79 recentes extremistas europeus com antecedentes criminais. Cerca de 80% dos que participaram de complôs terroristas tinham condenações criminosas. Os pesquisadores temem que extremistas com antecedentes criminais planejem ataques em larga escala mais facilmente por terem contatos no submundo do crime e experiência em escapar das forças da lei. 

O crescente mercado de armas de fogo provocou um aumento da oferta. O número de armas ilícitas apreendidas na Europa aumenta há anos. Uma iniciativa financiada pela Comissão Europeia, o Projeto Fire, descobriu uma vasta rede de contrabando de armamento que atua em território europeu. O projeto documenta todas as armas de fogo apreendidas na União Europeia entre 2010 e início de 2015.

Um país se destaca entre os demais: a Bélgica. Nos últimos anos, foram apreendidas em todo o país milhares de armas. Vários dos recentes ataques terroristas na Europa foram planejados em Bruxelas, onde a polícia invadiu dezenas de residências de suspeitos de simpatizar com o Estado Islâmico ou militantes de outras facções. 

O tráfico de armas ocorre, na maior parte, nas estradas, não em navios ou aviões. Os criminosos que aderem ao contrabando entram na área Schengen da União Europeia onde há poucos controles de fronteira, por exemplo, pela Eslovênia ou pela Croácia, membros da EU.

Portanto, cruzar a fronteira é muito fácil. Os perfis diversificados dos que oferecem armas de fogo ilícitas na Europa atende a uma demanda cada vez mais variada das armas oferecidas. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

É COLUNISTA

 

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