CENÁRIOS-Crise financeira ameaça propostas de Obama e McCain

Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama e John McCain já fizeram caras promessas serão difíceis de cumprir com os recursos sufocados pela crise financeira do país. Abaixo estão algumas propostas que podem ser afetadas assim como as respostas dos candidatos sobre possíveis mudanças: OBAMA Saúde: O senador democrata de Illinois prometeu uma grande revisão do sistema norte-americano de saúde. Segundo estimativa de sua campanha, a ação custaria entre 50 e 65 bilhões de dólares. Obama promete pagar por isso voltando atrás em cortes de impostos concedidos a cidadãos que ganham mais de 250.000 dólares por ano. A crise de Wall Street poderia desviar as atenções deste objetivo. Energia: Obama disse durante o primeiro debate presidencial que a crise poderia afetar partes de seus planos para renovar as políticas de energia dos EUA e investir em recursos renováveis de combustível como, a energia eólica ou solar. Ajuda Externa: O vice de Obama, Joe Biden, disse que a crise poderia desacelerar os esforços para duplicar o auxílio a outros países. Resposta: Fora as possíveis mudanças mencionadas acima, Obama continua mantendo suas promessas de campanha. MCCAIN Impostos: O senador Republicano por Arizona prometeu manter os cortes de impostos colocados em vigência pelo atual presidente George W. Bush e reduzir taxas de impostos de renda de 35 por cento para 25 por cento. Seus planos tributários poderão custar 400 bilhões de dólares por ano, de acordo com o Wall Street Journal. A necessidade de receita para lidar com a crise pode fazer com que a promessa seja menos palatável. Orçamento: McCain promete reduzir os gastos governamentais e equilibrar o orçamento federal até 2013. Uma economia instável, exacerbada pela crise, poderia tornar o objetivo impossível de ser atingido. Resposta: McCain disse em uma entrevista recente para a Reuters que a crise de Wall Street e o pacote de resgate não iriam alterar suas promessas de campanha, dizendo que as propostas de Obama eram mais vulneráveis pois exigiriam gastos maiores.

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