Cecil Stoughton/Time Life Pictures
Cecil Stoughton/Time Life Pictures

Centenário de JFK: O amante

Dentre as mulheres seduzidas pelo charme de Kennedy, a atriz Marilyn Monroe sofreu quando ele resolveu abandonar o barco

O Estado de S.Paulo

28 Maio 2017 | 05h00

Marilyn Monroe, atriz e modelo 

Presente de aniversário

Era um jantar em homenagem ao presidente, em fevereiro de 1962, quando ela monopolizou o salão de um hotel de Nova York ao entrar vestida para matar. John Kennedy sorriu. No mês seguinte, os dois se encontraram algumas vezes em Palm Springs, na casa de Frank Sinatra. Foi quando circularam os primeiros boatos. Mas, enquanto ela acreditava que a relação era séria, ele a tratava como mais uma vítima do seu charme. Em maio, quando o tititi ficou mais forte, Kennedy decidiu abandonar o barco. A decisão foi tomada após uma festa do Partido Democrata no Madison Square Garden, em Nova York, no dia do aniversário do presidente. Marilyn saiu de um bolo cantando Parabéns a Você. Mais óbvio, impossível. “Foi o fim para ele”, diz Barbara Leaming, biógrafa de Marilyn. Ela ainda fez de tudo. Ligava constantemente para a Casa Branca, até que JFK enviou um amigo para convencê-la a parar.

Mimi Alford, estagiária da Casa Branca

Mergulho na piscina

Ela tinha 19 anos e havia começado um estágio na Casa Branca, no verão de 1962. Em entrevista à NBC, em 2012, Mimi Alford contou que ela e uma amiga, também funcionária da presidência, aceitaram o convite para um mergulho na piscina da Casa Branca. Para a surpresa geral, John Kennedy apareceu. “Posso me juntar a você”, disse o presidente. Nas semanas seguintes, sem constrangimento, os dois se encontravam na Casa Branca. Mimi disse que perdeu a virgindade no quarto da primeira-dama. Em outubro, quando o mundo estava à beira da hecatombe nuclear, John mandou a família para uma fazenda em Virgínia. Durante o dia, ele decidia se bombardeava os silos soviéticos em Cuba. À noite, se encontrava com Mimi. A relação, segundo ela, era estranha. Em seu livro de memórias, Once Upon a Secret, ela conta que o presidente, certa vez, pediu para assistir a ela fazendo sexo com seu assessor especial, Dave Powers. Após 18 meses, o delírio chegou ao fim.

Judith Campbell Exner, socialite californiana

Cama dividida com a máfia

Frank Sinatra e John Kennedy tinham um fascínio mútuo. O crooner admirava o estilo e a rápida ascensão do presidente, que adorava o glamour, as festas e as mulheres que Frank lhe apresentava. Uma delas era ex-namorada de Sinatra, a morena Judy Campbell. Foi durante a campanha presidencial, em 1960. Logo, os dois viraram amantes. A relação durou dois anos – documentados em ligações telefônicas e registros de entrada e saída da Casa Branca. O que Kennedy não sabia é que ela também dividia os lençóis com o mafioso Sammy Giancana. Em entrevista à revista People, em 1988, a senhorita Campbell disse que acertou vários encontros e trocas de envelopes misteriosos entre seus dois amantes. Em 1975, detalhes do caso extraconjugal do presidente vieram a público quando Judy teve de depor em uma comissão do Senado que investigava as tentativas da CIA de assassinar Fidel Castro. 

 

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