Abdullatif Yusuf/AP
Abdullatif Yusuf/AP

Centenas de alunos estão desaparecidos após ataque a escola na Nigéria

Homens armados com rifles AK-47 invadiram colégio e renderam estudantes

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2020 | 18h03

ABUJA - Centenas de estudantes na Nigéria podem estar desaparecidos depois que atiradores invadiram uma escola secundária no Estado de Katsina, no norte do país, informaram agências de notícias e autoridades nigerianas.

Homens armados atacaram a Escola Secundária de Ciências do Governo em Kankara na última sexta-feira, 11, por volta das 21h40, no horário local (01h no Brasil). Eles dispararam com rifles AK-47 e renderam estudantes, disse a polícia em Katsina.

As autoridades não sabem informar quantos estudantes foram sequestrados. Mais de 200 já foram resgatados, disse Isah Gambo, um porta-voz da polícia, em um comunicado divulgado no sábado, 12.

Mas cerca de 400 alunos permanecem desaparecidos, disseram um pai e um funcionário da escola à agência de notícias Reuters. As autoridades, incluindo o exército e a força aérea, estão trabalhando para reencontrá-los.

A polícia conseguiu intervir durante o ataque, o que permitiu que alguns alunos escalassem a cerca da escola e corressem em busca de segurança, "forçando os bandidos a se retirarem para a floresta”, disse Gambo.

Um policial foi baleado durante a operação e levado ao hospital, mas até o momento não há registro de vítimas.

Os militares rastrearam os agressores e trocaram tiros com eles em uma floresta em Kankara, disse Garba Shehu, porta-voz do presidente Muhammadu Buhari.

Buhari, que estava em seu Estado natal, Katsina, para uma visita quando o ataque ocorreu, condenou "o ataque de bandidos covardes a crianças inocentes". Ele ordenou que a segurança fosse reforçada nas escolas.

Aminu Masari, governador do estado de Katsina, ordenou o fechamento de todas as escolas do Estado, informou a mídia local.

A autoria do ataque ainda é desconhecida. O caso, no entanto, lembra o sequestro de 276 meninas pelo Boko Haram, em 2014, e acontece pouco após 70 agricultores serem executados pelo grupo terrorista no nordeste do país. Os nigerianos acusam o governo de não proteger seus cidadãos. 

No sábado, pais e parentes dos alunos desaparecidos se reuniram no escola para aguardar informações. “Tenho um filho e um irmão mais novo que foram levados pelos sequestradores”, disse Bint’a Ismael à BBC. “Estamos apavorados aqui no Estado de Katsina”, disse ela. “Não vemos sentido no governo.” /NYT

 

Tudo o que sabemos sobre:
Nigéria [África]Boko Haramsequestro

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.