Centenas de casas devem ser demolidas em NY

Centenas de casas em Nova York consideradas perigosas para segurança pública após a passagem da tempestade Sandy deverão ser demolidas, em uma ampla operação descrita pelo gabinete do prefeito como "sem precedentes".

AE, Agência Estado

18 de novembro de 2012 | 20h17

A cidade ainda se recupera da junção no mês passado de um furacão e uma tempestade sazonal na costa leste dos Estados Unidos. A prefeitura também anunciou hoje que o racionamento de combustíveis implementado em 9 de novembro, depois que a tempestade provocou uma interrupção das entregas e da energia nos portos de gasolina em toda a região, continuará até sexta-feira.

Aproximadamente 200 casas localizadas nos bairros do Queens, Brooklyn e Staten Island, que foram fortemente atingidos pelo furacão Sandy, devem ser derrubadas nas próximas semanas ou meses. Elas se somam às cerca de 200 moradias que já seriam demolidas depois de terem sido completamente ou parcialmente destruídas pelos ventos, pelas enchentes ou por incêndios desencadeados pela tempestade.

O Departamento de Infraestrutura Urbana de Nova York ainda deve emitir um parecer sobre outras 500 moradias danificadas, disse Robert LiMandri, diretor do órgão, ao jornal New York Times. "Nós nunca tivemos essa escala antes", afirmou. "Isso é o que os nova-iorquinos já leram sobre muitos outros lugares e nunca viram, então é definitivamente sem precedentes."

Uma decisão sobre como reconstruir os bairros devastados se tornou outro assunto de intenso debate. A maioria das casas que serão derrubadas é modesta, abrigavam uma ou duas pessoas. Em certos casos, passaram de geração para geração. Algumas foram expandidas e renovadas ao longo dos anos, mas não poderiam ser refeitas da maneira como eram antes porque não atenderiam às normas de construção vigentes atualmente. Além isso, muitas famílias fugiram da tempestade e as autoridades têm tido problemas para localizá-las e discutir os planos para os espaços degradados.

"Isso não é fácil, neste caso, por causa de todas essas pessoas deslocadas. Nós faremos o melhor possível, mas talvez tenhamos que seguir em frente com isso se não pudermos localizá-las", explicou LiMandri.

Paralelamente, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse em um comunicado que o racionamento de combustíveis, que "funcionou bem e ajudou a reduzir o tempo de espera e as filas nas bombas", continuará. O sistema permite que os motoristas encham os tanques em dias alternados, dependendo do número final da placa.

Bloomberg enfatizou que cerca de um terço dos postos de gasolina ainda estão fechados, o que pode ser tornar um problema nesta semana, já que muitos devem visitar os seus familiares no feriado do Dia de Ação de Graças, na quinta-feira.

De acordo com o prefeito, o racionamento continuará em vigor até sexta-feira para "garantir que não corramos o risco de voltar a ter as filas extremas vistas antes de o sistema ter sido introduzido." As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Nova Yorkdemoliçãocasas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.