Centenas de crianças estão no exército do Congo, diz ONG

Ao incorporar milicias de ex-senhores da guerra em seu Exército, o Congo passou a utilizar crianças como soldados , informou nesta quinta-feira, 19, um grupo de direitos humanos.O país central africano tem lutado para unificar forças de grupos rebeldes em exército regular enquanto o novo governo eleito batalha para ganhar o controle do país, após anos de luta e negligência.Segundo o Human Rights Watch, com base em Nova York, de 300 a 500 crianças, algumas de até 13 anos, estão servindo o exército combinado do Congo, na província norte de Kivu.Os dados são originários de trabalhadores em prol da proteção infantil, locais e estrangeiros, mas o grupo não proveu os nomes."O chefe do exército deu a ordem para que crianças-soldado precisam ser tiradas das fileiras, mas apesar da ordem, nada aconteceu", disse Anneke Van Woudenberg, um pesquisador do Congo que vive em Londres.No mês passado, um comandante tirou seis crianças de um veículo para proteção de trabalho infantil, disse o Human Rights Watch. Três das crianças foram levadas depois pelas tropas da ONU, mas três ainda estão desaparecidas. O governo está averiguando as acusações de que crianças continuam servindo, e não pode confirmar ou negar qualquer informação enquanto a investigação não terminar. "Nós dissemos que não haverá mais crianças no exército", disse Maurice Kanyama, conselheiro do ministro da Informação do Congo e membro do comitê investigativo.Kemal Saiki, porta-voz das tropas de paz da ONU no Congo, disse que as Nações Unidas previamente identificaram 267 crianças combatendo no norte de Kivu e 37 delas já foram retiradas do exército na semana passada. "Nós sabemos que em algumas unidades, eles ainda tem crianças nas fileiras", disse Saiki.

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