Centenas de famílias abandonam as encostas do Vesúvio

Centenas de famílias que vivem nas encostas do Vesúvio decidiram abandonar suas casas, aceitando a oferta de ? 30.000 (R$ 102.000,00) em dinheiro, do governo, que pretende reduzir a população em torno do vulcão no caso de erupção. O único vulcão ativo em terra, na Europa, o Vesúvio, que se ergue sobre a Baia de Nápoles, teve sua maior erupção em 1944. Embora nenhuma erupção pareça iminente, muitos geólogos acreditam que é só uma questão de tempo antes que o vulcão, que enterrou Pompéia e Herculano, durante o Império Romano, no ano de 79 D.C., expluda de novo.Autoridades disseram que hoje, primeiro dos dois dias da operação, cerca de 900 famílias receberam o incentivo para comprar ou alugar casas fora da ?zona vermelha?. A zona cobre 18 cidades, incluindo a Pompéia moderna, num perímetro de 200 quilômetros quadrados.Entre os que decidiram empacotar as coisas está um dos funcionários do observatório que monitora as atividades do vulcão.?No caso de uma possível erupção, seria difícil escolher entre salvar minha família e permanecer num trabalho de emergência?, explica o técnico Pasquale Belviso. ?Mesmo não temendo o Vesúvio, e ele significa muito para mim uma vez que nasci em Herculano, decidi que esse era um incentivo extra para me mudar da zona vermelha junto com minha família.?As autoridades italianas espera que cerca de 150.000 das 600.000 famílias que vivem nas encostas ou aos pés do Vesúvio abandonem suas casas. Nápoles tem cerca de 1 milhão de habitantes e as vilas do Vesúvio estão entre seus subúrbios, que têm terras extremamente férteis por causa da atividade do vulcão.?Com a recolocação, mesmo os cidadãos que permanecerem na zona vermelha poderão viver melhor, porque essa é uma área congestionada?, diz Marco Di Lello, comissário de planejamento urbano da Campania, região que inclui Nápoles.

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