EFE/GIORGIO VIERA
EFE/GIORGIO VIERA

Centenas participam de vigília em homenagem às 17 vítimas do atirador na Flórida

Autoridades e líderes religiosos pediam unidade para enfrentar a tragédia; algumas mensagens levadas ao evento criticavam a Associação Nacional de Rifles

O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2018 | 08h06

PARKLAND, EUA - Centenas de pessoas se reuniram na quinta-feira 15 em uma vigília em memória dos 17 mortos no massacre realizado na véspera pelo jovem Nikolas Cruz na escola Marjory Stoneman Douglas em Parkland, na Flórida.

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Tanto adolescentes como os adultos não escondiam a emoção ao ouvir o testemunho do pai da menina Jaime Guttenberg, de 14 anos, uma das assassinadas no ataque, que conseguiu falar graças ao encorajamento e frases de apoio que recebeu.

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O pai, Fred Guttenberg, explicou emocionado que em 2017 perdeu um irmão vítima de um câncer, doença derivada dos atentados de 11 de setembro de 2001. Ele pensou, na época, que a dor era insuportável, mas afirmou que o que vivia desde a tarde de quarta-feira era infinitamente pior.

"Jamie era a luz da festa", disse o pai, lamentando não se lembrar se havia se despedido da filha antes de ela sair para a escola e não voltar mais para casa. Ele ainda pediu aos pais presentes que não passem um dia sem "abraçar e beijar" seus filhos.

Ao lado dele, no palco do anfiteatro ao ar livre do parque Pine Trails, autoridades e líderes religiosos pediram unidade para enfrentar a tragédia. Centenas de pessoas depositaram flores e velas em memória dos 17 mortos e colocaram fotografias de algumas vítimas, como Peter Wang, de 15 anos.

Também houve espaço para mensagens críticas como "Basta é suficiente" e "NRA deixe de matar nossos filhos", em referência à Associação Nacional de Rifles, o poderoso grupo de pressão a favor das armas e contrário a uma maior regulamentação delas nos EUA.

A experiência em Parkland remeteu ao massacre na discoteca Pulse, em Orlando, também na Flórida, frequentada pelo público LGBT, onde morreram 49 pessoas. / EFE

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