Centenas visitam o caixão com corpo de Milosevic em Belgrado

Centenas de pessoas visitaram o caixão com o corpo do ex-presidente sérvio e iugoslavo Slobodan Milosevic exposto nesta quinta-feira, no Museu da Revolução em Belgrado. O funeral acontecerá sábado sem honras de Estado. Coberto com a bandeira da Sérvia e uma coroa de rosas vermelhas, o caixão está em uma ampla sala de exposições, diante de uma grande foto de Milosevic e um cartaz com seu nome e as datas de nascimento e morte. Várias horas antes, já havia uma fila em frente ao museu com centenas de simpatizantes que esperavam pacientes, carregando flores, velas e fotos do ex-presidente nas mãos. Contudo, a presença foi menor que a esperada pelos organizadores, que previam dezenas de milhares de pessoas em luto e nem de perto lembrou as multidões que já foram comandadas por Milosevic. O líder sérvio morreu no sábado em sua cela da prisão do Tribunal Penal Internacional, em Haia, que o julgava desde fevereiro de 2002 por sua responsabilidade nos crimes de guerra cometidos na Bósnia, Croácia e Kosovo. O caixão com o corpo foi levado para Belgrado na tarde de quarta-feira em um vôo regular da companhia aérea sérvia JAT e, até a transferência para o museu, permaneceu em um necrotério privado no centro da capital. O vice-presidente do Partido Socialista, Milorad Vucelic, anunciou que a viúva do ex-presidente, Mira Markovic, chegará a Belgrado nesta sexta-feira. Ela deixou a Sérvia em 2003 e estava morando na Rússia. Também devem participar do funeral a filha Marija, que vive em Montenegro, e filho Marko, que fugiu do país horas depois de seu pai perder o poder, em outubro de 2000. Milosevic será enterrado na tarde de sábado nos jardins de sua casa, em sua cidade natal de Pozarevac, cerca de 70 quilômetros a sudeste de Belgrado. Os líderes do Partido Socialista, que inicialmente exigiram que seu líder fosse enterrado com honras de Estado, o que foi recusado pelo Governo, agora garantem que o desejo do próprio Milosevic era ser sepultado em sua cidade natal. Eles esperam que o ex-presidente receba uma grande "despedida popular".

Agencia Estado,

16 Março 2006 | 14h53

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