Central atômica japonesa poderá ficar mais de um ano fechada

A maior central nuclear do mundo poderá ficar fechada por mais de um ano para inspeções, depois que o forte terremoto de segunda-feira no Japão provocou vazamento de produtos radioativos, aumentando os temores sobre a segurança da indústria atômica do país, informou ontem o jornal Nikkei.Segundo o diário, se for concluído que a central nuclear de Kashiwazaki Kariwa foi construída sobre uma falha geológica ativa, sua estrutura deverá ser reforçada, tornando necessário o fechamento das instalações por muito mais de um ano. A empresa responsável pela central, a Tokyo Electric Power (Tepco), admitiu que as instalações não estavam preparadas para um terremoto tão intenso (6,8 graus na escala Richter).A possibilidade de fechamento da central por um longo período provocou temores de escassez de energia em Tóquio durante o verão, quando o consumo elétrico é muito elevado por causa do uso de aparelhos de ar condicionado. A energia nuclear é responsável por 35% da produção de eletricidade no Japão, um país com poucos recursos naturais.Inspetores nucleares japoneses descobriram um vazamento de material radioativo no sistema de exaustão de um dos sete reatores, informou a agência Kyodo. Mas os inspetores concluíram que o vazamento era muito pequeno para prejudicar o meio ambiente. Segundo a Tepco, o terremoto - que deixou 10 mortos e 900 feridos - provocou vazamento de água radioativa para o mar, além de outros 50 problemas, como rompimento de tubulações.

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