Efe
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Centro de Damasco é alvo de explosões perto de prédios militares

Forças do regime intensificaram bombardeios em redutos rebeldes no resto do país

Efe,

02 de setembro de 2012 | 15h43

DAMASCO - A capital da Síria, Damasco, voltou a ser alvo de várias explosões, ocorridas perto de edifícios militares neste domingo, 2. Forças do regime de Bashar al Assad intensificaram seus bombardeios em redutos rebeldes no resto do país.

Segundo a rede de televisão estatal, a explosão de duas bombas no bairro de Abu Rumaneh, em pleno centro de Damasco e perto da sede do Estado-Maior, deixou pelo menos quatro feridos. A emissora informou que as explosões aconteceram na avenida Mahdi, próxima à conhecida praça dos Omíadas e à sede do batalhão de guarda.

Testemunhas contaram que as duas explosões foram simultâneas e que uma grande coluna de fumaça se elevou sobre o local, como mostram imagens da emissora.

O canal de TV acrescentou que um importante dispositivo de serviços de segurança e de emergência foi à região, onde ficam muitas embaixadas e edifícios militares e de segurança.

Em comunicado oficial, a brigada do Exército Livre Sírio (ELS) disse que as explosões feriram altos comandantes das Forças Armadas sírias. O grupo explicou que a operação contra a sede do Estado-Maior, a segunda destas características em dois meses, foi organizada em colaboração com outras duas brigadas do ELS. "É uma resposta aos massacres cometidos pelo regime criminoso contra nossa população no território sírio e uma vingança em nome dos mártires que morreram para conseguir liberdade e dignidade", ressalta a nota.

Horas antes, a agência oficial "Sana" informou a morte de pelo menos 15 pessoas pela explosão, na noite do sábado, de um carro-bomba na região de Al Sbaineh, na periferia de Damasco. Fontes oficiais disseram à "Sana" que o automóvel foi deixado por "terroristas" perto da mesquita de Muaz bin Jabal e do campo de refugiados palestinos local.

Nos 18 meses de conflito na Síria, várias explosões sacudiram a capital e Aleppo, no norte do país, algumas delas reivindicadas pelo grupo radical islâmico "Yebha al Nasra". Enquanto isso, as forças leais ao regime do presidente sírio, Bashar al Assad, prosseguiram seus bombardeios aviões, helicópteros e tanques em diversas regiões.

De acordo com grupos opositores, estes ataques deixaram dezenas de mortos em todo o país, especialmente na província de Hama, onde foi denunciado um novo massacre. As forças do regime sírio assassinaram 30 pessoas na cidade de Al Fan, em Hama, entre elas 12 membros de uma mesma família, muitos deles torturados.

Os bombardeios também castigaram a periferia de Damasco, sobretudo Kafrbatna, onde foi descoberta uma fossa clandestina com cinco corpos de pessoas executadas, e Erbin, na qual houve dez mortos. Na aldeia de Sersha, em Idlib, os bombardeios destruíram várias casas, entre cujos escombros os habitantes tentam resgatar vítimas.

A aviação militar bombardeou, além disso, a cidade de Al Hayam e de Maskana, na província de Aleppo, e na cidade homônima foram castigados os bairros de Hanano, Al Sheikh Najjar e Tariq al Bab.

Em Aleppo, além disso, houve violentos combates entre os rebeldes e as tropas governamentais nos distritos de Seif al Dawla, Salehedin e Al Shahur.

 

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