Cepal avalia crise argentina

O desequilíbrio fiscal, adependência de recursos externos, a perda de confiança dapopulação na política econômica, tudo contribuiu para a criseargentina A avaliação é de Renato Baumann, economista daComissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal). Deacordo com Baumann, a "Argentina é caso extremo de fixação deparidade levada às últimas conseqüências". A crise foi agravada pela liberalização cambial noBrasil em 1999, com perda de competitividade das exportaçõesargentinas, diz o economista. A política econômica argentinalevada "de forma rígida" -em um período de recessão com quedana arrecadação- acabou em perda de confiança na moeda e revoltasocial. Baumann avalia que para as empresas brasileiras emoperação na Argentina haverá perda de liquidez e dificuldade devendas. A crise argentina provoca efeitos diferentes entre ospaíses da região, observa o economista. Para o Brasil e Uruguai,a perda direta é com o "travamento" do comércio com o paísvizinho. O efeito mais direto para o Chile é quanto aosinvestimentos feitos na economia argentina. Segundo o economista, são duvidosas as soluções para asituação da Argentina, limitadas pela dependência da economia aodólar, o que dificulta a implementação de políticas de ajuste,como a desvalorização cambial do peso.

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