REUTERS/Mahmoud Hebbo
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Cerca de 1,7 milhão de menores sírios estão sem aulas, segundo Unicef

Agência da ONU afirma que situação ocorre em razão do aumento da violência e da pobreza, além de um sistema educacional saturado e deficitário

O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2016 | 14h33

BEIRUTE - Cerca de 1,7 milhão de menores sírios estão fora das escolas em seu país, enquanto outros 1,3 milhão correm o risco de abandonar os estudos, segundo dados publicados nesta sexta-feira, 21, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Em comunicado, a agência da ONU afirmou que a falta de escolarização se deve à escalada da violência, aos deslocamentos, ao aumento da pobreza e a um sistema educacional saturado e sem quase recursos.

Uma em cada três escolas estão inutilizadas porque foram destruídas, servem de refúgio para deslocados internos ou são usadas com propósitos militares, destaca a nota. Além disso, desde o início da guerra em 2011, houve cerca de 4 mil ataques contra colégios no território sírio.

"Na Síria, as crianças correm o risco de morrer se vão à escola. Nas últimas duas semanas, nove crianças, das quais as menores tinham cinco anos, perderam a vida em dois ataques separados a colégios ou perto deles", detalhou a representante do Unicef na Síria, Hanaa Singer.

O responsável internacional acrescentou que os centros educativos não deveriam ser "uma armadilha para morrer", mas sim lugares nos quais as crianças estivessem protegidas e pudessem aprender, crescer e desenvolver suas habilidades.

Singer pediu a todas as partes que velem pelos menores, pelos colégios e por todos os civis de acordo com suas obrigações com o direito internacional humanitário. / EFE

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