EFE/Yahya Arhab
EFE/Yahya Arhab

Cerca de 10 mil pessoas morreram no conflito iemenita, aponta ONU

Balanço foi divulgado pelo escritório da organização para Coordenação de Assuntos Humanitários no Iêmen; porta-voz admitiu, no entanto, que números de mortes pode ser maior porque relatório usa dados de centros sanitários regionais, que não existem em todas as zonas do país

O Estado de S. Paulo

30 Agosto 2016 | 12h14

SANAA - Cerca de 10 mil pessoas morreram no conflito no Iêmen desde março de 2015, quando a coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita interveio no conflito, disse nesta terça-feira, 30, o diretor do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários no Iêmen (OCHA), Jamie McGoldrick.

Em entrevista na capital iemenita, Sanaa, o responsável humanitário afirmou que provavelmente este número seja "maior" porque usa como base os dados dos centros sanitários regionais, que não existem em todas as zonas do país. Nessas áreas sem hospitais, os corpos são sepultados sem o registro de falecimento, acrescentou McGoldrick.

Além disso, o representante da ONU denunciou que cerca de três milhões de pessoas foram forçadas a deixar seus lares e se deslocar a outras zonas do país, enquanto cerca de 200 mil fugiram do Iêmen. Segundo ele, a ONU tem informações de que 900.000 pessoas entre essas desalojadas pretendem tentar voltar para casa. "Esse é um grande desafio, especialmente em áreas que ainda enfrentam conflitos", disse McGoldrick.

O conflito explodiu quando o movimento rebelde dos houthis ocupou em setembro de 2014 a capital iemenita e outras províncias do norte e centro do país, forçando o presidente iemenita, Abdo Rabbo Mansour Hadi, fugiu à cidade meridional iemenita de Áden e daí para a capital saudita, Riad, onde vive junto aos integrantes de seu governo.

A guerra se recrudesceu em março de 2015, quando a Arábia Saudita à frente de uma coalizão árabe, integrada por todos os países do Golfo menos Omã e respaldada pelos EUA, interveio diretamente no conflito do lado do presidente Hadi.

No sábado passado, o governo do Iêmen deu as boas-vindas a uma nova proposta dos EUA para reiniciar o diálogo de paz com os rebeldes houthis e garantiu sua disposição a tratar "positivamente" qualquer solução ao conflito iemenita que se ajuste à resolução 2216 do Conselho de Segurança da ONU.

Os houthis, por sua parte, anunciaram no domingo sua disposição a retomar as negociações de paz com o governo iemenita com a condição que a coalizão militar liderada pela Arábia Saudita suspenda os bombardeios contra eles no Iêmen. / EFE e REUTERS

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