Cerca de 1.000 vítimas de naufrágio continuam desaparecidas

Manifestantes desesperados por notícias dos passageiros a bordo de uma balsa que afundou no Mar Vermelho gritaram com a polícia e criticaram o governo egípcio neste domingo, enquanto cerca de 1.000 pessoas continuam desaparecidas, possivelmente afogadas no desastre. As autoridades informam que, até o meio-dia deste domingo, 401 passageiros foram resgatados com vida, bem como 195 corpos. O balsa Al-Salaam Boccaccio 98 transportava mais de 1.400 pessoas, entre passageiros e tripulação, e 220 carros quando afundou na madrugada de sexta-feira, a cerca de 80 km do porto egípcio de Hurghada.Sobreviventes denunciaram no sábado que a tripulação do barco havia decidido prosseguir viagem, a despeito de um incêndio na área de estacionamento da embarcação. Membros da tripulação foram interrogados neste domingo, mas o capitão continua desaparecido. Cerca de 100 pessoas fizeram uma manifestação do lado de fora do porto de Safaga neste domingo, um dia depois de um protesto violento, no qual parentes de passageiros jogaram pedras em policiais e bateram nas portas das docas. Onze policiais ficaram feridos.Os manifestantes, que aguardam nas ruas do lado de fora do porto a quase 48 horas, gritaram: "Onde está o presidente, onde estão nossos filhos? Onde estão os corpos? Queremos saber o que aconteceu com nossos filhos!"

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