Cerca de 110 pessoas morrem em combates da Somália

Os combates entre facções rivais teriam provocado nos últimos dois dias 110 mortos no nordeste da Somália, segundo a versão de um dos grupos envolvidos. Forças leais ao coronel Abdullahi Yussuf mataram desde sexta-feira 99 combatentes do governo transitório, na região semi- autônoma conhecida como Puntland, de acordo com Ismail Warsame, chefe de gabinete do coronel. Por outro lado, o responsável acrescentou que 11 elementos das forças de Yussuf também morreram. A informação não foi confirmada por fonte independente, mas outras fontes, que pediram para não ser identificadas, disseram que pelo menos 35 pessoas de cada um dos lados tinham sido mortas. Há combates esporádicos em Puntland desde que Abdullahi Yussuf foi substituído como presidente da região por Jama Ali Jama, em novembro passado. Em maio, os homens de Abdullahi Yussuf capturaram Bossaso e outras localidades chave, obrigando Jama Ali Jama e os seus seguidores a fugir. Yussuf, que foi expulso por milícias locais em agosto de 2001 depois de se recusar sair ao fim de três anos de mandato, acusa Jama Ali Jama de ter ligações aos extremistas islâmicos e ao governo do presidente Abdiqasim Salad Hassan´s de Mogadíscio, ao qual se opõe. Jama Ali Jama nega e acusa Yussuf de usar o terrorismo, na sequência dos ataques nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001, para tentar voltar ao poder. Os combates de sexta-feira surgiram depois dos homens de Yussuf iniciarem uma operação para afastar bandidos e "forças de destabilização e extremistas", erguendo barreiras na estrada que liga Bossaso a Qardho, disse Warsame. Qardho é a base de Jama Ali Jama desde que foi obrigado a sair de Bossaso.

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