Ammar Awad/Reuters
Ammar Awad/Reuters

Cerca de 180 mil muçulmanos se reúnem em Jerusalém Oriental na primeira sexta do Ramadã

As orações no local, epicentro do conflito entre israelenses e palestinos, terminaram sem incidentes

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2019 | 15h22

JEREUSALÉM - Cerca de 180 mil muçulmanos se reuniram nesta sexta-feira, 10, na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental, para a primeira grande oração semanal desde o início do mês do jejum do Ramadã, segundo a organização que administra o local.

Esse número, fornecido pela fundação muçulmana do Waqf, é claramente superior ao dos 120 mil fiéis reunidos na mesma oração do ano passado.

Os fiéis puderam se reunir na esplanada onde a Mesquita Al-Aqsa está localizada "apesar dos controles e da grande presença das forças de segurança israelenses", disse Azzam al-Jatib, diretor-geral do Waqf.

Um porta-voz do governo de Israel, Ofir Gendelman, postou fotos da oração no Twitter para elogiar a liberdade de culto respeitada, segundo ele, pelas autoridades israelenses e os esforços para incentivar a presença dos fiéis.

As orações terminaram sem incidentes, disse Jatib. Esse lugar, o epicentro do conflito entre israelenses e palestinos, é considerado de alta tensão.

A Esplanada das Mesquitas, terceiro lugar sagrado do Islã (depois de Meca e Medina, na Arábia Saudita), também reverenciada pelos judeus com o nome de Monte do Templo, está localizada na Cidade Velha, em Jerusalém Oriental, parte palestina da cidade ocupada e anexada por Israel.

Israel considera Jerusalém como sua capital "indivisível". Os palestinos querem que Jerusalém Oriental seja a capital do Estado a que aspiram.

As forças israelenses controlam todo o acesso ao local, bem como as chegadas de palestinos da vizinha Cisjordânia, um território também ocupado por Israel.

Milhares de palestinos fizeram fila no ponto de passagem de Qalandiya - entre a Cisjordânia e Jerusalém - para acessar a esplanada.

Israel flexibiliza as condições de acesso de palestinos a Jerusalém durante o Ramadã, que começou no começo desta semana. / AFP

 

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