AFP PHOTO / ORLANDO SIERRA
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Cerca de 200 ativistas ambientais foram mortos em 2016, revela relatório

Balanço mostra que 60% das mortes ocorreram na América Latina, com destaque para Brasil, Colômbia e Honduras

O Estado de S.Paulo

13 Julho 2017 | 12h32

PARIS - Pelo menos 200 ativistas ambientais, um número considerado recorde, foram mortos em todo o mundo em 2016 - 60% deles na América Latina -, de acordo com um relatório da Global Witness divulgado nesta quinta-feira, 13.

O balanço, o dobro do registrado nos dois anos anteriores, é o mais elevado desde que a organização começou a contabilizar os assassinatos de ambientalistas, em 2002.

Este é o reflexo de uma onda de violência em que "as empresas mineradoras, madeireiras, hidroelétricas e agrícolas passam por cima das pessoas e do meio ambiente em sua busca por lucro", lamenta a organização.

Em 2016, os assassinatos de ativistas ambientais também se espalharam geograficamente, atingindo 24 países, contra 16 em 2015. Brasil, Colômbia e Filipinas são responsáveis ​​por mais da metade das mortes. Já Honduras continua a ser o país mais perigoso em número de assassinatos per capita na última década.

"A luta implacável pela riqueza natural da Amazônia torna o Brasil, mais uma vez, o país mais letal do mundo", com 49 assassinatos em um ano, alerta o relatório. / AFP

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