Cerca de 220 mil alemães protestam contra política trabalhista

Cerca de 220 mil pessoas, segundo dados dos sindicatos, manifestaram-se neste sábado em diversas cidades alemãs contra os cortes sociais das reformas que estão sendo implementadas na Alemanha e pediram uma mudança de rumo na política trabalhista.O presidente da Confederação Alemã de Sindicatos, Michael Sommer, disse, na principal manifestação em Stuttgart, que o Governo de Angela Merkel não podia "permanecer surdo perante as advertências que vêm do centro da sociedade".Sommer atacou especialmente o aumento paulatino da idade de aposentadoria para 67 anos, o que qualificou de "cinismo descarado", levando-se em conta as dificuldades que as pessoas de 50 anos têm para conseguir emprego.O líder sindical atacou ainda os planos de reforma de tributação de empresas, dizendo que "uma das grandes mentiras da política alemã é crer que basta reduzir os custos das empresas para que estas agradeçam criando postos de trabalho".O presidente do Sindicato do Setor de Serviços, Frank Bsirske, por sua parte, disse que nos últimos anos já houve cortes suficientes para os mais fracos e que a tendência continua durante o atual Governo.Bsirske criticou que de um lado se aumente o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) em três pontos, o que afeta toda a população, e que simultaneamente se planifique uma redução tributária para as empresas.Tudo isso, segundo Bsirske, não é mais que uma redistribuição da riqueza "de baixo para cima".Além das manifestações em Stuttgart e Berlim, houve manifestações em Dortmund, Frankfurt e Munique. A maior manifestação foi registrada em Berlim, com cerca de 80 mil pessoas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.