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250 funcionários desaparecem após ataque do Estado Islâmico a fábrica síria

Autoridades locais temem que trabalhadores tenham sido sequestrados pelos jihadistas em Dmeir, no nordeste de Damasco

O Estado de S. Paulo

07 Abril 2016 | 10h22

DAMASCO - Quase 250 funcionários de uma fábrica de cimento estão desaparecidos desde segunda-feira e as autoridades temem que tenham sido sequestrados pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) em Dmeir, a 40 km no nordeste de Damasco.

"Perdemos o contato com 250 trabalhadores da fábrica de cimento Badia na segunda-feira e não sabemos onde estão", afirmou um diretor da empresa. Os parentes dos funcionários temem um sequestro dos jihadistas.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), afirmou que "o contato foi perdido com dezenas de funcionários após um ataque do EI contra a fábrica e há fortes suspeitas de que foram sequestrados pelos extremistas e levados a um local desconhecido".

Uma fonte das forças de segurança afirmou que os jihadistas não conseguiram esta semana assumir o controle do aeroporto militar e da central de energia elétrica de Teshrin, em uma ofensiva contra Dmeir, controlada em grande parte pelos rebeldes sírios.

Ataques. Ao menos 13 membros do Estado Islâmico e 4 de seus prisioneiros morreram nesta quinta-feira, 7, em ataques aéreos da coalizão internacional, liderada pelos EUA, na província de Alepo, no norte da Síria.

O OSDH informou que os bombardeios tiveram como alvo zonas da cidade que estão sob o controle do EI no nordeste de Alepo e perto do Rio Eufrates.

Os prisioneiros foram atingidos quando escavavam trincheiras nos arredores da cidade, um castigo imposto pelo EI. Os presos - civis e combatentes de grupos rivais aos extremistas - são obrigados a escavar com o objetivo de proteger a cidade de um possível ataque. /AFP e EFE

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