Cerca de 30 pessoas morreram em Lhasa, diz governo exilado

O líder espiritual do Tibete, Dalai Lama, dará uma entrevista coletiva no domingo para comentar os distúrbios

EFE

15 de março de 2008 | 05h20

O governo do Tibete em exílio elevou neste sábado, 15, para 30 o número de mortos nos protestos em Lhasa na sexta-feira, 14, segundo informações da Agência France Presse. Inicialmente, o governo afirmava que 10 havia sido mortos pela polícia chinesa nas manifestações em prol do Tibete. Segundo a rede BBC, há boatos de que o número de mortos ainda seja até dez vezes maior. O governo da região autônoma do Tibete, apoiado pela China, estabeleceu um prazo até a meia-noite da segunda-feira, 17, para que os envolvidos nas manifestações se entreguem. Segundo o governo tibetano, o dalai-lama comparecerá no domingo, 16, a uma entrevista coletiva em Dharamsala para comentar os distúrbios vividos em Lhasa, os mais violentos em duas décadas na região. Em nota divulgada neste sábado, 15, as autoridades dizem que os manifestantes atearam fogo a escolas, hospitais, lojas e casas, no que chamaram "uma conspiração política planejada pelo Dalai para separar o Tibete da pátria mãe e sabotar a vida pacífica e harmônica de todos os grupos étnicos no Tibete." Na sexta-feira, manifestantes pró-independência queimaram lojas e carros em Lhasa. Os protestos começaram na segunda-feira, 10, dia que marcou o 49º aniversário de um levante tibetano contra a dominação chinesa. Os manifestantes, na maioria monges budistas, são contra a dominação do governo chinês, que anexou o Tibete ao seu território na década de 50. 

Tudo o que sabemos sobre:
TibetePequimChinaDalai LamaLhasa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.