Cerca de 300 mil já fugiram da Líbia desde início de confrontos, diz ONU

Entre 1.500 e 2.500 pessoas cruzam as fronteiras do país africano por dia

Associated Press

18 de março de 2011 | 13h34

GENEBRA - A Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta sexta-feira, 18, que cerca de 300 mil pessoas já fugiram da Líbia desde que começou escalada da violência no país africano. Há também o temor de que o ditador Muamar Kadafi amplie a repressão após ser aprovada uma intervenção internacional para deter seu avanço sobre os rebeldes.

 

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A porta-voz da Agência de Refugiados da ONU (Acnur), Melissa Fleming, disse que "os números são estáveis", com entre 1.500 e 2.500 pessoas cruzando as fronteiras da Líbia diariamente. A maioria dos refugiados tenta deixa o país pela fronteira leste, com o Egito, já que a região está dominada pelos rebeldes que querem derrubar o ditador.

 

O porta-voz do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, Rupert Colville, disse que disse que o órgão teme que as "represálias por parte das forças pró-governo" piorem após o Conselho de Segurança ter aprovado uma zona de exclusão aérea no país e ações militares para proteger os civis.

 

Autoridades internacionais de imigração afirmam que mais de 50 mil trabalhadores estrangeiros que estavam concentrados em campos para refugiados nas fronteiras com a Tunísia e com o Egito conseguiram retornar.

 

A Líbia vive dias de violência há pouco mais de um mês, quando começou o levante da oposição contra o coronel Kadafi, no poder há 41 anos. Inspirados nas revoltas da Tunísia e do Egito, onde caíram ditaduras que já duravam décadas, os líbios tentaram avançar até Trípoli para derrubar Kadafi, mas as tropas leais ao governo, mais bem equipadas e treinadas, conseguiram reverter a situação.

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