Cerca de 40 mil soldados israelenses aguardam sinal para invadir o Líbano

Cerca de 40 mil soldados e reservistas israelenses estão posicionados na fronteira norte do país à espera de um sinal verde do governo para invadir o território libanês. Caso a ação seja concretizada, este seria o maior número de forças terrestres a entrar no Líbano desde o começo da operação desenvolvida pelas forças do Estado judeu desde julho, segundo informa a página de internet do diário The Jerusalem Post. O Gabinete de Segurança israelense aprovou nesta quarta-feira a ampliação da ofensiva militar no Líbano e a entrada de tropas no país vizinho até o Rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira entre os dois países. A iniciativa foi apresentada pelo chefe do Estado-Maior israelense, general Dan Halutz, e aprovada por nove dos 12 ministros do gabinete - três se abstiveram. Cerca de sete mil soldados participam nesta quarta-feira de operações israelenses no sul do Líbano, onde enfrentaram em combates milicianos do Hezbollah em cerca de 20 aldeias, a fim de manter posições ao longo da zona fronteiriça em uma "faixa de segurança" de até dez quilômetros no território libanês. A ampliação da ofensiva terrestre no sul do Líbano aprovada nesta quarta implicaria no envio de tropas adicionais para regiões ainda não alcançadas pelos soldados do Exército judeu. O objetivo da decisão é intensificar os danos contra a infra-estrutura do Hezbollah e obter o maior número de vitórias antes que uma proposta de cessar-fogo para região seja aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU.Em entrevistas após a reunião do gabinete, o ministro do Comércio israelense Eli Yishai disse que a previsão é de que a ofensiva dure cerca de 30 dias. No entanto, um acordo de cessar-fogo apoiado pela comunidade internacional é esperado para os próximos dias. "A avaliação é de que irá durar 30 dias", afirmou. Mas completou dizendo que "é errado fazer essa avaliação, pois acho que deve durar muito mais".Ainda segundo as autoridades israelenses que participaram da reunião, a decisão tomada pelo gabinete não implicará em uma ação imediata, já que seu objetivo foi apenas permitir que o ministro da defesa israelense, Amir Peretz, e primeiro-ministro, Ehud Olmert, ordenem a ampliação da ofensiva caso avaliem que ela é necessária. Texto atualizado às 17h35

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