Cerca de 60 mil pessoas já visitaram corpo de Pinochet

Cerca de 60 mil pessoas passaram pela Escola Militar de Santiago, onde está sendo velado nesta terça-feira o corpo do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, de acordo com o porta-voz da família, Guillermo Garín. No entanto, ele disse que não sabe exatamente o número de visitantes que passaram pelo local nas últimas horas. "Eu estive até o início desta madrugada no velório e ainda estava chegando gente", disse.Durante o velório do ex-ditador, houve momentos de tensão e cerca de 100 pessoas foram detidas. As autoridades temem que novos problemas voltem a acontecer nesta terça-feira, quando o corpo do general será cremado após uma cerimônia militar em um cemitério de Santiago. A última missa antes do funeral será realizada por volta das 11 horas no Chile (12 horas de Brasília). O Exército decidiu nesta segunda-feira manter a sala onde ocorre o velório aberta para visitação durante toda a madrugada para que todos os visitantes que aguardavam do lado de fora da escola pudessem se despedir do ex-ditador.Pinochet morreu no último domingo, aos 91 anos, em Santiago, oito dias após sofrer um enfarte e um edema pulmonar. Seu funeral está sendo celebrado nesta terça-feira com honras militares. As honras de Estado, no entanto, já haviam sido descartadas pelo governo da presidente Michelle Bachelet. Em entrevista à Rádio Cooperativa, Garín manifestou seu apoio àqueles que foram contra a decisão do governo chileno. O porta-voz da família também se opôs à presença da ministra da Defesa, Viviane Blanlot, na missa fúnebre. Na ocasião, ela deve substituir Bachelet.Marco Antonio Pinochet, o filho mais novo do ex-ditador, disse nesta segunda-feira que a família do general não deseja qualquer tipo de ajuda por parte do governo chileno. Nesta terça-feira, o deputado ultradireitista Iván Moreira disse que havia pedido pessoalmente a Blanlot que ela não assistisse ao funeral.As autoridades teme que a ministra sofra alguma agressão por parte dos partidários mais exaltados do ex-ditador, que já agrediram nesta segunda-feira alguns jornalistas do lado de fora da Escola Militar de Santiago. "Queremos apenas que a autoridade de Pinochet seja respeitada como ele merece", disse Garín. "Porém, há casos em que é difícil controlar as pessoas".

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