Cerca de dois milhões de muçulmanos reúnem-se em Meca

Com as forças de segurança sauditas em estado de alerta, cerca de dois milhões de muçulmanos de várias partes do mundo se reuniram em Meca, na Arábia Saudita, no início da peregrinação anual islâmica. Os peregrinos - homens vestidos com batas brancas e mulheres totalmente encobertas - circulavam em torno da Caaba, na Grande Mesquita, o local mais sagrado do Islã, na primeira parte do ritual de peregrinação conhecido como hajj. A Caaba é uma enorme estrutura de pedra para onde os olhos dos muçulmanos de todo o mundo devem se voltar durante suas cinco orações diárias. Os peregrinos a consideram como a casa de Deus e acreditam que fora construída por Abraão (Ibraim para os islâmicos) e seu filho Ismael. Os meteorologistas esperam fortes chuva sobre Meca durante os próximos dias e as autoridades temem que Mina - uma imensa cidade de tendas que existe apenas durante a peregrinação - sofra muito com as águas. As autoridades sauditas, no entanto, afirmaram que estão preparadas para o pior, com mais de 2.000 veículos de resgate e 118 embarcações à disposição. Ao menos uma vez na vida, todo muçulmano que tiver recursos deve peregrinar à Meca. O peregrino tem que visitar a Grande Mesquita, circundar sete vezes a Caaba, três correndo e quatro vagarosamente, tocar e beijar a pedra negra de Abraão (meteorito localizado no canto leste da Caaba), beber água no poço de Zemzem, correr sete vezes a distância entre os montes Safa e a Marva, ir até o monte Arafat e à Mina, onde os fiéis atiram pedras contra colunas baixas, na lapidação do diabo, e sacrificar um animal em memória de Abraão, considerado o primeiro profeta, construtor da Caaba e pai dos árabes.

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