Cerco do Isil a minoria étnica no Iraque foi rompido, diz Pentágono

Cerca de 40 mil yazidis estavam presos em montanha, sem água e alimentos, cercados pela milícia, mas a maioria já foi retirada de lá

O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2014 | 10h37

WASHINGTON - O Pentágono informou no fim da noite da quarta-feira, 13, que ataques aéreos dos Estados Unidos e o avanço de milícias curdas romperam o cerco feito por militantes do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (Isil) à minoria étnica yazidi no Monte Sinjar, no Curdistão iraquiano. 

Cerca de 40 mil pessoas estavam presas na montanha, sem água e alimentos, cercadas pelo Isil. A maioria delas conseguiu deixar o local e, segundo o Pentágono, a situação agora é "manejável". 

"Nossa equipe constatou que há muitos menos yazidis no monte Sinjar do que esperávamos. E estão em melhores condições do que pensávamos graças ao acesso à água e aos alimentos que entregamos", explicou em comunicado o almirante John Kirby, porta-voz do Departamento de Defesa americano.

Nenhuma fonte americana deu por enquanto uma estimativa dos refugiados que ainda continuam no monte Sinjar, embora milhares de pessoas tenham sido retiradas de lá. 

"Não teremos que fazer a grande operação militar que pensamos que teríamos que fazer nessa montanha graças aos bombardeios seletivos dos EUA sobre posições do EI", disse o vice-secretário assistente de Estado para Assuntos do Oriente Médio, Brett McGurk,.

O Pentágono completou nesta quarta-feira o sexto dia de bombardeios seletivos sobre posições jihadistas no norte do Iraque, com sete ataques realizados durante a jornada.

Em um dos ataques, um drone destruiu um veículo do Isil no oeste de Sinjar, informou o Comando Central dos EUA, encarregado das operações no Oriente Médio. / NYT e EFE

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