Cerimônia atrairá um terço do público de 2009

Segunda posse de Obama deve ter a participação de 600 mil pessoas, longe do 1,8 milhão de 4 anos atrás

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2013 | 02h04

O duplo juramento do presidente dos EUA, Barack Obama, não será novidade. Em 2009, ele já tinha passado por essa experiência rara por outra razão. O presidente da Suprema Corte se equivocara em sua fala, o erro foi percebido pelo próprio Obama, e uma nova cerimônia, discreta, na Casa Branca, não deixou dúvidas sobre o início de seu mandato.

O entusiasmo de janeiro de 2009, entretanto, não será repetido nesta segunda posse. Para as cerimônias de hoje, as autoridades estimam a presença de 600 mil pessoas, sob temperatura de 2° C nas ruas por onde o presidente passará de carro entre a Casa Branca e o Congresso. Na posse anterior, 1,8 milhão de pessoas acompanharam a festa.

O total de dez bailes comemorativos de quatro anos atrás foi reduzido desta vez a apenas dois, ambos no nada glamouroso Centro de Convenções de Washington. Esses eventos devem reunir 35 mil pessoas e terão apresentações de Kate Perry, Usher, Alicia Keys, Stevie Wonder e outros. Parte das músicas foi recomendada por Obama. Sua valsa com a primeira-dama, Michelle, será o momento mais esperado.

Os festejos da posse começaram há três dias terminam hoje, com uma missa na Catedral (anglicana) de Washington. O fim de semana foi marcado igualmente pelas celebrações para Martin Luther King, ícone da defesa dos direitos civis e um dos ídolos de Obama.

Hoje, a cerimônia protocolar começa com uma missa na também anglicana Igreja de São João, a apenas 100 metros da Casa Branca, a ser celebrada pelo reverendo Luis León, um simpatizante da causa dos gays e lésbicas. Obama havia antes escolhido outro religioso, Louie Giglio, de Atlanta. Mas mudou de ideia ao saber que de suas posições antigay. A cerimônia oficial no Congresso será fechada com um show de Beyoncé, que cantará o hino, e de James Taylor.

Em 2009, o discurso de posse de Obama teve 2.395 palavras. Discurso longo foi também a opção de Abraham Lincoln, em 1865, durante a Guerra de Secessão. Na sua segunda posse, o primeiro presidente americano, George Washington, pronunciou apenas 135 palavras na cerimônia realizada na Filadélfia, capital dos EUA entre 1790 e 1800. Franklin Roosevelt, na sua quarta posse, em 1945, enxugou toda a cerimônia para apenas 15 minutos, na Casa Branca, onde jurou cumprir a Constituição. / D.C.M.

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