Cerimônia marca fim oficial da guerra no Afeganistão, após 13 anos de lutas

Após 13 anos, a guerra no Afeganistão chegou oficialmente ao fim hoje, em uma silenciosa cerimônia em Cabul que marcou a transição de poder das tropas lideradas pelos EUA para as forças de segurança do país.

Estadão Conteúdo

28 de dezembro de 2014 | 18h05

Diante de um pequeno público na sede da missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma bandeira verde e branca da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês) foi retirada e a bandeira de uma nova missão internacional foi hasteada.

O general John Campbell, da Isaf, homenageou os 3.500 soldados mortos no Afeganistão e elogiou o exército do país para dar-lhe confiança de que é possível assumir esta luta sozinho.

O porta-voz do Taleban, Zabihullah Mujahid, chamou o evento de "cerimônia de derrota", acrescentando que a guerra continuaria. "Desde a invasão em 2001 até agora, esses eventos foram destinados a mudar a opinião pública, mas vamos lutar até que não haja nenhum soldado estrangeiro em solo afegão e seja estabelecido um Estado islâmico", disse.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse em comunicado que a mais longa guerra na História dos EUA estava chegando a um responsável término. Os esforços, segundo ele, devastaram o núcleo da Al-Qaeda, fizeram justiça ao que se refere a Osama bin Laden e interromperam planos terroristas.

Obama ainda destacou que as tropas americanas e seus diplomatas ajudaram os afegãos a recuperar comunidades e caminhar rumo à democracia. Fonte: Associated Press

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