Cerveja sela a paz na Casa Branca

Briga racial acaba entre amigos

Gustavo Chacra, NOVA YORK, O Estadao de S.Paulo

31 de julho de 2009 | 00h00

O presidente dos EUA, Barack Obama, organizou uma "cervejada" ontem na Casa Branca para tentar selar as pazes entre o professor de Harvard Henry Louis Gates e o policial James Crowley. Os dois se envolveram em uma briga que despertou a questão racial e o debate sobre as minorias no país. Há mais de uma semana, o tema domina os debates nas TVs e jornais. Gates, negro e conhecido professor de estudos afro-americanos, acusou Crowley, branco, de racismo. Há duas semanas, o policial foi a sua casa verificar uma denúncia de roubo - na verdade, era o próprio professor tentando abrir a porta de casa.Os dois se desentenderam e Gates acabou preso - em seguida, ele foi liberado. Obama, dias depois, afirmou que o policial agiu "estupidamente". Mais tarde, o presidente se arrependeu e convidou os dois para tomar uma cerveja nos jardins da Casa Branca.Em declarações antes do encontro, Obama disse que seriam apenas "três pessoas conversando no fim do dia". O presidente quer usar o episódio para discutir a questão racial, um dos temas mais abordados na campanha eleitoral. O problema é que muitos americanos não gostaram da forma como Obama lidou com o problema. Segundo pesquisa da Pew Research, 41% das pessoas não aprovaram a conduta do presidente, enquanto 29% fariam o mesmo. Os entrevistados também se dividiram sobre quem teria sido responsável pela crise: 27% acham que foi Gates e 25%, Crowley.Além da questão racial, houve também discussão sobre qual seria a cerveja consumida no evento. Fabricantes dos EUA queriam que Obama optasse por uma americana, mas o The Wall Street Journal afirmou que a preferida de Obama é uma marca estrangeira.

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