Cessar-fogo é 'muito frágil', mas não há alternativa, diz ONU

Violações não invalidam plano, dizem Annan e Ban Ki-moon; Conselho de Segurança prepara envio de tropas de paz à Síria

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2012 | 03h03

A ONU admite que o regime de Bashar Assad não implementou por completo o frágil acordo de cessar-fogo como havia prometido. Sem um plano B e desesperada para evitar uma guerra, contudo, a ONU ainda aposta no acordo e deve aprovar hoje o envio de tropas internacionais para monitorar a trégua estabelecida.

Questionado pelo Estado sobre a situação, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, admitiu que o cessar-fogo é "muito frágil", mas insistiu que a alternativa não pode ser uma maior militarização, com a ajuda externa.

"A situação parece mais calma, mas o grau de desconfiança é alto. O ônus está com o governo. A realidade é que o acordo pode ser quebrado a qualquer momento. Basta que haja um primeiro tiro", alertou o secretário-geral.

Em reunião com os membros do Conselho de Segurança da ONU, o mediador Kofi Annan disse que nem todo o plano de paz foi cumprido. Tanques continuaram nas ruas e incidentes foram registrados. Para ele, o cessar-fogo parcial justifica ainda mais o envio de uma missão internacional.

Ontem mesmo, a ONU já começou a se mobilizar para enviar monitores à Síria. Ban confirmou que telefonou o Departamento de Operações de Paz e os preparativos estão sendo feitos.

O Conselho de Segurança já indicou que apoiará o pedido de envio da missão e um texto já foi apresentado na noite de ontem. Uma equipe preparatória de cerca de 50 pessoas abriria caminho para o desembarque de militares. A Síria indicou que aceitará os observadores.

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