Cessar-fogo em Gaza pode entrar vigor nesta semana, diz jornal

Trégua que está sendo negociada por israelenses e palestinos segue o fim das reuniões entre Israel e Egito

20 de maio de 2008 | 17h09

O cessar-fogo que está sendo negociado entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza pode entrar em vigor daqui alguns dias, seguindo os avanços do fim das reuniões entre o ministro da Defesa da Israel Ehud Barak com a liderança egípcia em Sharm el-Sheikh, informa o jornal israelense Haaretz em sua edição online nesta terça-feira, 20.   Veja também: Ataques israelenses matam quatro palestinos em Gaza Vice-primeiro-ministro admite que Israel negocia com o Hamas   O chefe da inteligência do Egito, Omar Suleiman, que estava fazendo a mediação entre Israel e Palestina, deve se encontrar com o comando das facções palestinas em Gaza nesta terça. Israel espera saber de Suleiman se os grupos palestinos, liderados pelo Hamas, irão aceitar um acordo não oficial de uma trégua nas atividades terroristas em Gaza, em troca do fim dos ataques do Exército de Israel, aponta o Haaretz.   Para o jornal, Israel não tem a intenção de anunciar oficialmente uma possível aprovação do cessar-fogo, mas pode deixar a situação clara gradualmente, e avaliar o acordo indireto com o Hamas com base nos resultados da região.   Suleiman irá representar a posição de Israel no cessar-fogo e outras demandas diante dos representantes do Hamas. De acordo com fontes egípcias, o grupo palestino deve achar a posição israelense aceitável, indica o diário.   Durante as reuniões, Barak apresentou aos egípcios as condições para a trégua. O ministro pulou as fases do cessar-fogo, dizendo que o Exército irá conduzir-se sozinho para um acordo pela "calma segura" somente após um completo fim dos ataques de foguetes Qassam, que atacavam comunidades em Negev, no sul de Israel, e de todos os bombardeios terroristas vindos de Gaza.   Segundo o Haaretz, Israel também pede que Hamas pare de contrabandear armas, fundos, e pessoas treinadas em atividades paramilitares. "Os dois lados, Hamas e Israel, parecem interessados no cessar-fogo", disse uma fonte egípicia ao jornal israelense.   O ministro da Defesa israelense advertiu, porém, que mesmo se a trégua for firmada em Gaza, seu país manterá as operações na Cisjordânia.

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