EFE/ORLANDO BARRIA
EFE/ORLANDO BARRIA

Cessar-fogo unilateral na Colômbia pode estar ameaçado, dizem Farc

Para grupo guerrilheiro, operações militares contra combatentes devem tornar acordo de paz insustentável

O Estado de S. Paulo

01 de novembro de 2015 | 17h38

BOGOTÁ - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) disseram neste domingo, 1, que seu cessar-fogo unilateral de três meses, declarado em meio a negociações de paz com o governo para dar fim aos 51 anos de guerra, pode estar ameaçado pelo aumento das ações militares contra seus combatentes.

O grupo guerrilheiro, que vêm negociando com o governo há três anos, disse em comunicado que a continuidade de operações militares como a da semana passada, que matou quatro rebeldes, ameaçam tornar o cessar-fogo unilateral insustentável.

O atual acordo de paz é um dos vários declarados pelas Farc durante as discussões. Uma interrupção de cinco meses das ações dos rebeldes terminou em abril, quando as Farc mataram 11 soldados na província rural de Cauca, no oeste do país.

O ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas, disse na noite de sábado que, embora as Farc tenham interrompido ataques contra tropas militares desde o início do cessar-fogo em 20 de julho, elas não interromperam ofensivas contra a população civil.

"As Farc respeitaram de maneira aceitável o cessar-fogo, mas não respeitaram o fim das hostilidades contra a população civil", disse Villegas. "Elas continuam extorquindo, promovendo atividades de mineração ilegal, plantando minas terrestres. /REUTERS

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