Chade liberta espanhóis acusados de seqüestro de crianças

ONG isenta tripulação da responsabilidade pela ação em que 103 menores seriam levados para adoção na França

Agências internacionais,

09 de novembro de 2007 | 08h28

O procurador-geral do Chade, Mahamad El-Adi, confirmou à Efe que os três espanhóis que estão detidos no país acusados de cumplicidade na tentativa frustrada de levar de 103 crianças à França serão postos em liberdade nesta sexta-feira, 9. Os três espanhóis estão presos desde 25 de outubro, quando as autoridades chadianas impediram a tentativa da ONG Arca de Zoé de levar 103 crianças para a França. Foram detidos os sete tripulantes espanhóis do avião que seria utilizado, os seis representantes franceses da organização e três jornalistas franceses. O piloto Agustín Rei, o co-piloto Sergio Muñoz e o auxiliar de vôo Daniel González podem retornar a Madri num avião especial que saiu da Espanha nesta manhã, rumo a Ndjamena, capital do Chade. A bordo do avião viaja o secretário de Estado de Relações Exteriores da Espanha, Bernardino León. As aeromoças e os três jornalistas retornaram à Europa no domingo. Eles foram acompanhados pelo presidente da França, Nicolás Sarkozy, que chegou à ex-colônia francesa numa viagem-relâmpago. Os seis franceses da ONG são apontados como os principais responsáveis e os únicos acusados de rapto de menores. Os dirigentes da ONG, numa declaração ao juiz que cuida do caso, na quinta-feira, isentaram de culpa os tripulantes espanhóis.  Nova denúncia O governo do Chade anunciou na quinta que irá apurar relatos de que 74 crianças chadianas foram levadas do país no dia 17 de setembro para um aeroporto militar próximo a Paris, sem o conhecimento de seus pais. A acusação foi feita por um grupo de ONGs locais. Masngarel Kagah, da promotoria do país, disse que ainda não está claro quem teria levado as crianças e a ONG francesa Arca de Zoé pode não estar envolvida nesse caso.  De acordo com o promotor, a Rede de Associações de Direitos Humanos do Chade reuniu a informação sobre as 74 crianças após dezenas de pais informarem sobre o desaparecimento de seus filhos. Kagah afirmou que os garotos teriam entre 1 e 6 anos e disse que há suspeitas de que o número de seqüestrados seja maior. "Não sabemos quantas outras crianças chadianas foram levadas para fora do Chade nessas condições, mas iremos investigar", disse.

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