Chade liberta quatro estrangeiros

Chade liberta quatro estrangeiros

Associated Press e Reuters, O Estadao de S.Paulo

10 de novembro de 2007 | 00h00

O governo do Chade libertou ontem três espanhóis e um belga envolvidos no escândalo da ONG francesa Arca de Zoé, acusada de tentar seqüestrar 103 crianças africanas. Depois de mais de 15 dias detidos, os espanhóis - os pilotos Agustín Rey e Sérgio Muñoz e o comissário de bordo Daniel González - deixaram a prisão em Ndjamena e chegaram ontem à noite em Madri. Eles viajaram acompanhados pelo secretário da chancelaria espanhola, Bernardino León, que foi ao Chade para resgatá-los. Eles foram recebidos no aeroporto por parentes e amigos, entre eles as quatro aeromoças libertadas no domingo. León disse que as autoridades chadianas chegaram à conclusão de que não havia provas de que os espanhóis estavam ligados à tentativa de seqüestro das crianças, que têm entre 1 e 10 anos. Já o piloto belga Jacques Wilmart, de 74 anos, ainda não voltou para seu país porque está se recuperando num hospital militar francês, após sofrer um ataque cardíaco.Os quatro estrangeiros foram presos sob acusação de serem cúmplices de seis membros franceses da Arca de Zoé. O presidente da organização, Eric Breteau, tinha dito que a tripulação não estava envolvida nas atividades do grupo no Chade.Os franceses da ONG ainda estão detidos no Chade e serão julgados por seqüestro e fraude. Eles alegam que as crianças são órfãos que fugiram do conflito de Darfur e por isso seriam adotadas na Europa. Se condenados, podem ser sentenciados a 20 anos de prisão, com trabalhos forçados. Quatro chadiano envolvidos no caso também estão presos e aguardam julgamento.

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