REUTERS/Jim Urquhart
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Na invasão à Área 51 convocada pelo Facebook, faltou terráqueo

Visitantes se reúnem na cidade de Rachel, cerca de 240 quilômetros ao norte de Las Vegas, onde também fica a instalação militar que há décadas é foco de teorias conspiratórias sobre extraterrestres

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2019 | 15h58

RACHEL, ESTADOS UNIDOS - Mais de dois milhões de pessoas garantiram – por meio do Facebook – que estariam ontem no meio do deserto de Nevada para procurar alienígenas na Área 51 – a famosa base da Força Área americana cuja existência foi oficialmente reconhecida pelo governo recentemente. Apenas 75 apareceram. Uma foi presa. 

O convite para invadir o local criou preocupações para o governo americano, que chegou a temer a presença em massa de civis numa base militar e acabou criando uma série de festivais com a temática voltada para os entusiastas da ufologia.

A base fica no meio do caminho entre duas pequenas cidades a 2 horas de Las Vegas: Rachel e Hiko. Nos últimos dias, 1,5 mil pessoas compareceram aos festivais de ufologia na área, segundo a delegacia do condado de Lincoln, o que foi bom para o turismo local.

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As selfies na porta da base, depois de um rápido bate e volta no deserto, também atraíram um bom público. “A estrada é pública. Eles podem ir até o portão, só não podem entrar”, disse o xerife Kerry Lee. 

A convocação feita pelo Facebook começou com um tom de galhofa. “Eles não podem impedir todos nós de entrar na base”, dizia o post do evento. Mas a brincadeira ficou séria quando a Força Aérea disse que força letal seria usada contra quem tentasse invadir o local. 

O alerta acabou afastando a maior parte dos terráqueos e a invasão não aconteceu. A única prisão registrada ocorreu porque um dos “invasores” urinou em público. 

Os visitantes que chegaram na quinta-feira montaram um pequeno acampamento diante do único ponto comercial de Rachel – o motel e restaurante de temática alienígena Little A’Le’Inn –, instalando-se em carros, barracas e trailers. 

Alguns turistas penduraram extraterrestres infláveis em seus veículos. Durante a noite, os fãs da ufologia enfrentaram um frio de 7 ºC no meio do deserto para assistir ao show da banda Wily Savage, que montou um pequeno palco em Rachel. 

Em junho, o universitário Matty Roberts, da Califórnia, publicou um convite no Facebook chamando o público em geral a seguir até a Área 51 a pé “para ver os alienígenas”.

Situado cerca de 240 quilômetros ao norte de Las Vegas, o povoado remoto de moradores na casa dos 50 anos não tem sequer um mercadinho ou um posto de gasolina.

Os visitantes que chegaram na quinta-feira montaram um pequeno acampamento diante do único ponto comercial de Rachel - o motel e restaurante de temática alienígena Little A’Le’Inn-, instalando-se em carros, barracas e trailers. Alguns turistas penduraram extraterrestres infláveis em seus veículos.

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Um casal, Nicholas Bohen e Cayla McVey, ambos com tatuagens de OVNIs, viajaram de Fullerton, um subúrbio de Los Angeles, a Rachel com comida suficiente para passarem uma semana acampados em seu carro.

“Isso se transformou em uma reunião pacífica, um compartilhamento de histórias de vida”, disse Cayla à Reuters. “Acho que vocês verão um grupo de pessoas que são preparadas, respeitosas e que sabem no que estão se metendo.”

A instalação militar passou décadas envolta em mistério, provocando teorias conspiratórias segundo as quais abrigou os restos de um disco voador e dos corpos de sua tripulação alienígena após a queda de um objeto voador não identificado em Roswell, no Novo México, em 1947.

O governo dos Estados Unidos não confirmou que a base existia até 2013, quando liberou arquivos da CIA em que se diz que o local foi usado para testar aviões de espionagem ultrassecretos. / REUTERS

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