Chancelaria afasta caso de lavagem de dinheiro

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela negou ontem que o governo venezuelano tenha emitido passaportes diplomáticos a duas pessoas supostamente vinculadas à lavagem de dinheiro no Banco Privado de Andorra (BPA).

O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2015 | 02h03

A chancelaria venezuelana informou, por meio de um comunicado, que "não havia emitido documentação diplomática" em nome de Tulio Antonio Hernández Fernández e Gabriel Ignacion Gil Yánez, ao contrário do que afirmaram alguns veículos de imprensa nos últimos dias.

Esses homens, segundo os jornais, seriam responsáveis por "transferências milionárias" utilizando a "mala diplomática" e fazendo os depósitos no BPA.

Segundo a chancelaria, essa afirmação, que os meios atribuem a fontes da polícia de Andorra, "evidencia a má-fé na divulgação de informação ou profundo desconhecimento".

"A mala diplomática não é conduzida por indivíduos particulares, mas constitui um mecanismo das missões diplomáticas", afirma o texto oficial, destacando que a Venezuela não tem embaixada em Andorra. "Por isso, não é possível enviar malas diplomáticas para esse país."

O governo afirma que se trata de uma "intensa campanha" que as corporações midiáticas conduzem contra a Venezuela.

A BPA está atualmente sob intervenção das autoridades de Andorra em razão de uma investigação nos EUA por supostas práticas de lavagem de dinheiro procedente do crime organizado e do narcotráfico. / EFE

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