Chanceler alemã diz que sanções da UE contra a Rússia devem continuar

Chanceler alemã diz que sanções da UE contra a Rússia devem continuar

Para Merkel, não há motivo para retirar barreiras já que Moscou apoiou a eleição separatista no leste ucraniano

O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2014 | 10h15



BERLIM - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, ressaltou o descontentamento com o papel da Rússia no conflito no leste da Ucrânia nesta terça-feira, 4, e disse que ainda não há motivos para a União Europeia remover as sanções contra Moscou.

Merkel afirma que o objetivo ainda é encontrar uma solução diplomática para o conflito, mas que o apoio russo às eleições separatistas em Donetsk e Luhansk evidencia "que é difícil manter os acordos que já foram celebrados". A votação nos locais do leste ucraniano ocorreu no domingo e foi alvo de críticas da comunidade internacional.

"A Rússia ainda não está contribuindo como queríamos, particularmente em relação a Luhansk e Donetsk", afirmou a líder alemã. "As sanções econômicas foram inevitáveis e ainda não há motivos para retirá-las."

A nova chefe de Relações Exteriores da União Europeia, Federica Mogherini, afirmou a jornais europeus publicados nesta terça-feira que defende as sanções, mas está incerta em relação à influência das medidas. Enquanto seus efeitos sobre a economia russa são claros, a questão é "se isso será o elemento que mudará significativamente a atitude política russa em relação à crise", disse ao jornal britânico Guardian. /AP

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