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Chanceler brasileiro cobra 'relação adulta' com EUA

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, disse ontem em Genebra, na Suíça, que o próximo presidente dos Estados Unidos deve manter um "relacionamento adulto" com a América do Sul. Segundo ele, o próximo ocupante da Casa Branca terá de entender que não há mais lugar para intervenções externas nos países sul-americanos, nem para o embargo contra Cuba; e que a região manterá seu processo de integração. Amorim assumiu que "o Brasil terá de lidar com seja qual for o próximo presidente" e lembrou que "as preferências pessoais podem existir, mas isso não altera a relação de estado".O chanceler referiu-se às relações do atual presidente americano, George W. Bush, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como de "respeito" e de "pragmatismo" e, apesar da neutralidade oficial, não deixou de manifestar simpatia pela origem da família do candidato democrata, Barack Obama, cujo pai e os avós maternos são do Quênia, no leste da África: "ter um presidente americano com uma avó africana é uma imagem forte".Para ele, o governo americano sabe que o processo de integração regional continuará na América do Sul. Amorim também deixou claro que quebrar a tradição americana de interferir na região será um desafio para o próximo presidente.Ele ainda condenou o embargo contra Cuba e pediu maior diálogo com Havana por parte do próximo governo. "Embargos não são coisas positivas. Uma atitude mais flexível em relação à Cuba seria bom", recomendou. Para ele, isolamentos só podem ser aceitos em situações extremas. "Um caminho de maior diálogo poderia ocorrer", disse em relação a Havana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

04 de novembro de 2008 | 09h01

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