Chanceler britânico condena violência no Egito

O secretário de Relações Exteriores britânico, William Hague, disse, neste sábado, que a Grã-Bretanha condena todos os atos de violência no Egito, tanto os promovidos por forças de segurança do governo interino como os provocados por manifestantes. Ele também classificou como inaceitáveis os ataques a mesquitas e igrejas.

Agência Estado

17 de agosto de 2013 | 20h40

Os comentários foram feitos em um telefonema com o ministro do Exterior egípcio, Nabil Fahmy, informou a secretaria de Relações Exteriores em Londres.

"O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido condenou os atos de violência, o uso desproporcionado das forças de segurança e também ações violentas por parte de alguns manifestantes. Eles também discutiram os recentes ataques a locais de culto", disse um porta-voz da secretaria em um comunicado.

Os ministros de Relações Exteriores da Alemanha e do Qatar também condenaram a escalada da violência no Egito e pediram o diálogo político para evitar mais derramamento de sangue no país africano.

"Estamos profundamente tristes com a violência contínua e brutal no Egito", afirmou o ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle. "Nós no Qatar estamos extremamente preocupados com o elevado número de vítimas", afirmou Khaled al-Attiyah, que pediu diálogo entre todas as partes e a liberdade de presos políticos.

Neste sábado, forças de segurança egípcias invadiram uma mesquita no Cairo, após dispararem contra homens armados que atiravam de um minarete, cercando centenas de simpatizantes do presidente deposto Mohammed Morsi que se refugiaram no local. Pelos menos 173 pessoas morreram nas últimas 24 horas. As informações são da Dow Jones Newswires e Associated Press.

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