Chanceler britânico diz que situação em Kunduz é grave

O secretário de Relações Exteriores da Grã-Bretanha, Jack Straw, disse nesta sexta-feira que a situação na cidade sitiada de Kunduz, no norte do Afeganistão, é muito grave, e que os combatentes talebans e da rede terrorista Al-Qaeda que desejam render-se não devem ser maltratados. "Nossa posição é muito clara: se há gente disposta a se render, então a rendição deve ser aceita", disse Straw à imprensa após reunir-se com o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, e com o ministro das Relações Exteriores, Abdul Sattar. "Todos nós consideramos possível um desastre humanitário em Kunduz", disse Straw. O chanceler britânico chegou a Islamabad na quinta-feira à noite procedente do Irã, na segunda escala de sua missão diplomática para promover um governo de ampla base no Afeganistão. Milhares de milicianos talebans, ao lado de seus aliados paquistaneses, árabes e chechenos, não podem sair de Kunduz, cidade sitiada pela Aliança do Norte. Acredita-se que muitos dos estrangeiros pertencem à rede Al-Qaeda, liderada pelo milionário saudita Osama bin Laden, a quem os EUA acusam de ser o autor intelectual dos atentados de 11 de setembro em Nova York e Washington. Os talebans e a Aliança do Norte chegaram a um acordo para permitir que os milicianos afegãos abandonem Kunduz. Mas os anti-Taleban disseram que não permitirão a fuga dos estrangeiros. Leia o especial

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