Chanceler da Armênia pede à Turquia que reabra fronteira

O ministro das Relações Exteriores da Armênia pediu hoje à Turquia que reabra a fronteira comum entre os dois países, ao dizer que não existem mais obstáculos para a melhora das relações entre ambos, que sofrem há mais de noventa anos por causa das matanças de armênios na 1ª Guerra Mundial (1914-1918). O chanceler Edward Nalbandian disse que a melhora das relações entre a Armênia e a Turquia dará impulso à estabilidade regional e à paz no Cáucaso. "As relações deveriam melhorar ser nenhuma pré-condição", disse o chanceler em coletiva em Istambul. "Eu acho que reabrir a fronteira também está entre as prioridades da Turquia; é importante para o interesse de ambos os países", afirmou. Turquia e Armênia não têm relações diplomáticas. Os armênios exigem que a Turquia reconheça como genocídio as matanças de 1,5 milhão de armênios na 1ª Guerra. A Turquia diz que os números são exagerados e que as mortes resultaram da guerra civil durante o colapso do Império Otomano.A fronteira entre os dois países está fechada desde 1993, quando a Turquia iniciou o protesto contra a ocupação armênia da região de Nagorno-Karabakh, no Azerbaijão. Os turcos apóiam que a região fique com o Azerbaijão, apesar da maioria da sua população ser de armênios. Nos últimos meses, no entanto, os dois países deram passos para melhorar as relações. Em setembro, o presidente turco Abdullah Gul visitou a capital da Armênia, Ierevan, onde ele e o presidente armênio, Serge Sarkisian, assistiram a um jogo de futebol entre as seleções dos dois países. Turquia e Armênia também defendem a criação de um grupo de cooperação regional para estabilizar o Cáucaso, que também poderia ajudar a resolver a questão de Nagorno-Karabakh. O chanceler Nalbandian planeja se encontrar com seu congênere turco, Ali Babacan, durante a viagem a Istambul, onde ele visitará a sede da Organização para a Cooperação Econômica do Mar Negro. A Armênia chefiará a organização pelos próximos seis meses e Nalbandian instou os países da região a cooperarem mais em questões de energia e nos transportes, para minimizar o impacto regional da crise financeira mundial. Ele defende a construção de uma auto-estrada que ligue todos os países da região.

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