Chanceler da França é alvo de palestinos em Gaza

A ministra das Relações Exteriores da França, Michele Alliot-Marie, foi alvo de dezenas de manifestantes palestinos durante uma visita dela, hoje, à Faixa de Gaza. O comboio da ministra foi vítima de ovadas e um calçado quase atingiu a autoridade do país europeu. Um membro da comitiva da ministra foi atingido na cabeça e examinado posteriormente em um hospital israelense, segundo uma porta-voz do Centro Médico Barzilai, em Ashkelon.

AE, Agência Estado

21 de janeiro de 2011 | 12h47

A polícia do Hamas acabou dispersando os manifestantes, mas outros se juntaram na porta de um escritório das Nações Unidas na Cidade de Gaza, que era a primeira parada da chanceler nos territórios palestinos. Depois, o grupo seguiu a comitiva para o hospital, lançando ovos.

Os manifestantes eram parentes de prisioneiros palestinos mantidos em cadeias israelenses. Eles estavam descontentes com comentários supostamente feitos por Michele um dia antes em apoio a Gilad Schalit, um soldado israelense capturado em uma ação de rebeldes palestinos e mantido na Faixa de Gaza desde 2006.

Schalit é um soldado com cidadania israelense e francesa, e Paris já pediu várias vezes sua libertação. Ontem, Michele não fez comentários após se encontrar com os pais do soldado em Jerusalém, mas o pai dele, Noam Schalit, disse que a ministra pediu ao Hamas que permita uma visita da Cruz Vermelha ao jovem pela primeira vez. Ele qualificou a captura de seu filho como um "crime de guerra".

Os palestinos ligaram os comentários à ministra, ainda que ela não tenha se pronunciado. Um porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, disse que o comentário mostrava "uma total inclinação para Israel" e ignorava os milhares de palestinos presos pelo país. "Eles são os verdadeiros prisioneiros de guerra." O Hamas exige que Israel entregue centenas de prisioneiros do grupo, incluindo militantes responsáveis por ataques com mortes contra israelenses, em troca de Schalit. As conversas até agora não deram resultado.

Na linha da política da União Europeia (UE), que considera o Hamas uma organização terrorista, Michele não se reuniu com funcionários do Hamas durante sua visita de meio dia à Faixa de Gaza. Falando no centro cultural francês em Gaza, ela pediu o estabelecimento de um Estado palestino e segurança para Israel. Ela também pediu que os israelenses acabem completamente com todas as restrições a bens e pessoas em Gaza. As informações são da Associated Press.

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