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Yamil Lage/AFP
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Chanceler de Cuba rebate Bolsonaro: 'deveria estar atento à corrupção que o envolve'

Ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, rebateu as críticas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre os protestos que ocorreram em Cuba no domingo

Sofia Aguiar, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2021 | 12h16
Atualizado 14 de julho de 2021 | 11h33

SÃO PAULO - O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, rebateu as críticas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre os protestos que ocorreram em Cuba, no domingo, 11. Segundo o chanceler, Bolsonaro "deveria estar atento aos atos de corrupção que o envolvem e não desviá-los, olhando Cuba com superficialidade".

Em publicação no Twitter, o ministro cubano repudiou as falas de Bolsonaro e criticou a gestão do chefe do Executivo brasileiro no combate contra a covid-19. "O presidente do Brasil deveria corrigir sua atuação negligente que contribui para o lamentável falecimento de centenas de milhares de brasileiros por covid e (para) aumentar a pobreza", afirmou.

Rodríguez ainda rebateu outras declarações feitas por chefes de Estado sobre os protestos em Cuba, direcionando publicações ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e do Uruguai, Lacalle Pou.

"A coragem e a liberdade do povo cubano são demonstradas há 6 décadas diante da agressividade dos Estados Unidos e diante das provocações", declarou o chanceler.

Na segunda-feira, 12, Bolsonaro aproveitou os protestos na ilha caribenha para tecer críticas ao socialismo e cobrou direitos essenciais para a população cubana. Segundo Bolsonaro, os protestantes foram às ruas pedir liberdade, mas a resposta das autoridades do país foi "borrachada, pancada e prisão".

Na noite de segunda-feira, no Twitter, Bolsonaro voltou a se posicionar sobre o episódio. "Todo apoio e solidariedade ao povo cubano, que hoje corajosamente pede o fim de uma ditadura cruel que por décadas massacra a sua liberdade enquanto vende pro mundo a ilusão do paraíso socialista", publicou o chefe do Executivo brasileiro no Twitter.

Em contrapartida a Bolsonaro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), há pouco, minimizou as repercussões sobre as manifestações que ocorreram em Cuba. “O que está acontecendo em Cuba de tão especial pra falarem tanto?!”, questionou o petista. Para o ex-presidente, os problemas que acontecem no País são devido às sanções econômicas que os Estados Unidos aplicaram à ilha.

No domingo, milhares de cubanos foram às ruas para protestar contra cortes de energia elétrica e falta de remédios em meio ao período agudo da pandemia do novo coronavírus no país. O governo de reforçou o policiamento nas ruas, enquanto o presidente Miguel Díaz-Canel acusa os cubano-americanos de usar as redes sociais para provocarem as manifestações em várias cidades e vilas.

O movimento vem sendo considerado uma das maiores demonstrações de sentimento antigoverno visto desde 1994, quando milhares de cubanos saíram às ruas de Havana para protestar contra as políticas do governo. O episódio ficou conhecido como "maleconazo", porque centenas de cubanos invadiram o Malecón, calçadão à beira-mar em Havana, gritando "Liberdade".

Na tarde desta terça-feira, Bolsonaro voltou a criticar o governo cubano, desta vez em uma mensagem sobre a Venezuela. "No momento em que a ditadura comunista cubana ataca duramente o seu povo que pede o fim do regime que o mantém na miséria, no atraso e até hoje sufoca sua liberdade, o ditador Maduro promove ataque armado ao PR Juan Guaidó. Que Deus proteja nossos irmãos cubanos e venezuelanos!", escreveu em seu Twitter.

 

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