Chanceler de Israel reconhece que foi agente do Mossad

A chanceler israelense, Tzipi Livni, candidata à sucessão do premiê Ehud Olmert, reconheceu publicamente ontem que foi agente do Mossad, o serviço secreto externo de Israel, durante quatro anos. Ela também declarou à rádio militar de Israel que fez vários cursos e trabalhou no exterior, mas não deu detalhes. "Deixei o Mossad quando me casei, pois não podia continuar com esse tipo de vida", declarou a chanceler.A mídia israelense e estrangeira já havia divulgado que Tzipi, de 49 anos, tinha trabalhado no serviço secreto entre 1980 e 1984, mas ela não havia confirmado a informação.Tzipi, que teve uma carreira política meteórica desde sua eleição para o Parlamento israelense, em 1999, é oficialmente candidata às eleições primárias do partido centrista Kadima, liderado por Olmert.O partido governista anunciou ontem que as primárias para a escolha de seu novo líder serão realizadas em 13 de setembro. Pressionado pelo Partido Trabalhista, aliado na coalizão de governo, Olmert aceitou realizar a votação interna para evitar a convocação de eleições parlamentares antecipadas. Olmert está sendo investigado pelas acusações de ter recebido ilegalmente mais de US$ 150 mil de um empresário americano durante 15 anos e de ter pedido a vários órgãos do governo dinheiro para as mesmas viagens ao exterior quando era prefeito de Jerusalém. Uma pesquisa recente aponta Tzipi como a candidata preferida para suceder a Olmert, seguida pelo ministro dos Transportes, Shaul Mofaz.

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