Chanceler do Brasil critica política de intervenções

Exatos dez anos depois dos ataques do 11 de Setembro, o governo brasileiro acusa as potências militares de tentarem manter suas "velhas práticas" de tomar decisões pelo restante do mundo e alerta que intervenções são "remédios que podem matar o paciente", numa crítica direta à situação da Líbia. Num discurso a militares e estrategistas em Genebra, o chanceler Antonio Patriota pediu um novo consenso em relação a responsabilidades coletivas de governos de manter a estabilidade mundial. "O mundo unipolar acabou", disse. Citando analistas, Patriota insistiu que, dez anos depois dos ataques, o mundo passa por uma mudança profunda.

Jamil Chade e Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2011 | 00h00

"A guerra no Iraque e no Afeganistão mostrou os limites do poder militar, nenhum país pode estabelecer sozinho a direção do mundo, nem os mais poderosos, e temos novos atores presentes", afirmou. Patriota não poupou críticas à invasão do Iraque: "Isso criou uma instabilidade em escala ampla e produziu o terrorismo num país onde isso não existia. Isso não implica simpatia por Saddam Hussein. Mas centenas de milhares de civis morreram".

Já em Brasília, a presidente Dilma Rousseff enviou mensagem a Barack Obama por ocasião dos dez anos do 11 de Setembro."Conte com o Brasil na construção dessa ordem internacional mais pacífica e mais justa", disse.

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