Chanceler do Equador deixa cargo após crítica de Correa

O ministro de Relações Exteriores do Equador, Fander Falconi, deixou o cargo hoje em protesto contra o projeto de desenvolvimento de exploração de petróleo numa reserva natural, informou um alto funcionário do Ministério.

AE, Agencia Estado

12 de janeiro de 2010 | 17h23

"O ministro de Relações Exteriores deixou o cargo nesta manhã", disse o funcionário que pediu para não ser identificado.

A demissão ocorreu após críticas do presidente Rafael Correa feitas no final de semana contra aqueles que, segundo ele, queriam impor condições que não desenvolveriam os campos petrolíferos de Ishpingo-Tambococha-Tiputini, ou ITT.

Correa disse que o Equador não aceitaria o estabelecimento de condições por parte de quaisquer doadores em potencial sobre o setor petrolífero e que os trabalho em ITT começariam em junho.

Em 2007, o Equador pediu à comunidade internacional que se pronunciassem sobre um pedido de compensação caso o país decidisse não fazer perfurações no local, que é parte do Parque Nacional Yasuni, a maior reserva natural do país.

Falconi, considerado um aliado próximo de Correa, é um defensor do projeto de preservar a área. Ontem, o presidente da comissão encarregada de promover o projeto para manter o petróleo no subsolo deixou o cargo, assim como outros membros da comissão.

As informações são da Dow Jones.

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