Chanceler do Irã chega aos EUA sem motivo divulgado

Um dia antes do encontro dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Alemanha - o chamado "sexteto" - com autoridades do Irã, em Genebra, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, recebeu um visto dos Estados Unidos e esteve ontem em Washington. O motivo da viagem do chanceler iraniano não foi divulgado oficialmente. Para esclarecer, Mottaki concederá hoje entrevista coletiva nas Nações Unidas, em Nova York.

AE, Agencia Estado

01 de outubro de 2009 | 08h06

O governo dos EUA buscou atenuar a visita, a primeira em anos de uma autoridade do alto escalão fora do âmbito das Nações Unidas. Segundo P.J. Crowley, porta-voz do Departamento de Estado, o ministro iraniano apenas tratará de assuntos na Embaixada do Paquistão, que representa os interesses de Teerã nos EUA - norte-americanos e iranianos não mantêm relações diplomáticas desde 1979. Crowlley acrescentou que o chanceler não se encontrará com nenhuma autoridade norte-americana. "Estamos mais interessados em nos reunirmos com o Irã amanhã em Genebra", disse.

A agência de notícias Associated Press (AP), citando uma fonte não identificada da ONU, dizia que o ministro trataria de assuntos ligados a iranianos residentes nos EUA. O problema é que a maioria deles é composta por exilados políticos ou pessoas que saíram do Irã depois da Revolução Islâmica. O pedido de visto, feito por meio da Embaixada da Suíça em Teerã, que representa os interesses norte-americanos no Irã, foi feito nas últimas 24 horas, segundo Crowlley.

Enriquecimento de urânio

Em Teerã, Ahmadinejad voltou a insistir que, nas negociações de hoje em Genebra, seu representante pedirá que algum país venda para o Irã urânio enriquecido a 19,75%. Não ficou claro o que o regime de Teerã ofereceria em troca. Este valor é insuficiente para produzir uma bomba, mas bem superior à quantidade que centrífugas iranianas são capazes de produzir atualmente. A proposta já havia sido feita à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Esse urânio, disse o presidente, teria uso médico. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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