AP Photo/Jorge Saenz
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Chanceler do Paraguai critica protestos da oposição e defende reforma constitucional

Manifestações em Assunção contra emenda que permitira a reeleição presidencial deixaram 1 morto e mais de 30 feridos; Eladio Loizaga diz que reforma da Carta é 'prerrogativa do Legislativo'

Felipe Corazza, Enviado Especial / Buenos Aires, O Estado de S.Paulo

01 Abril 2017 | 15h35

BUENOS AIRES -  O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Eladio Loizaga, afirmou neste sábado, 1º, em Buenos Aires que os protestos ocorridos em seu país na sexta-feira foram organizados por "um grupo violento que não entende o que é democracia".

O chanceler disse que o governo paraguaio não enxerga ilegalidade na ação das forças de segurança na repressão aos protestos em seu país - um membro de um partido de oposição foi morto a tiros. "A democracia no Paraguai está mais firme que nunca", afirmou.

Após a reunião de emergência convocada pelo Mercosul para debater a situação da Venezuela o paraguaio alegou ainda que a reforma constitucional que causou os protestos é legítima e é prerrogativa do Legislativo - parlamentares governistas, com apoio da Frente Guasú, do ex-presidente Fernando Lugo, tentam aprovar emenda à Constituição para que a reeleição presidencial volte a ser permitida no país. "Condenamos essa atitude intolerante e violenta de grupos sectários", concluiu sobre os manifestantes.

Além de Loizaga, também participaram da reunião os chanceleres do Brasil, Aloysio Nunes, da Argentina, Susana Malcorra, e do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa.

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