Chanceler francês faz duras críticas a Assad

A França, um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, endureceu ontem o discurso contra o presidente da Síria, Bashar Assad. Em visita a um campo de refugiados na Turquia, o chanceler Laurent Fabius afirmou que o regime "deve ser abatido rapidamente" e o ditador "não merece estar na Terra". Segundo ele, o veto da Rússia a uma missão militar leva em conta o risco de desordem no país, enquanto a Síria já vive em desordem absoluta.

ANDREI NETTO, CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2012 | 03h02

O novo discurso ocorre menos de uma semana depois que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, cogitou a adoção de uma zona de exclusão aérea, mesmo sem a autorização da ONU. Ontem, o chanceler francês disse que as tropas de Assad perderam terreno e controle do país, mas ainda são capazes de atrocidades.

"Não podemos aceitar que Assad, mesmo que tenha recuado e perdido muito terreno, continue com seus caprichos." O ministro, porém, evitou falar em intervenção militar, alegando que a França age sob o mandato da ONU. Até aqui, Rússia e China vetaram todas as resoluções que abririam espaço para intervenções militares.

Fabius disse que os argumentos russos são ultrapassados e aposta que o ditador sírio sofrerá novas e importantes defecções nos próximos dias. "Assad está cada vez mas sozinho", disse. "E nós estamos muito ansiosos pelo momento em que ele será substituído." Apesar da pressa, ele afirmou que a Síria precisa evitar o sectarismo religioso e proteger suas minorias para evitar os erros cometidos no Iraque.

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