Chanceler italiano critica EUA por falta de cooperação

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Massimo D´Alema, criticou nesta terça-feira a falta de cooperação do governo americano com a investigação da morte de um agente secreto italiano em missão de resgate no Iraque, assassinado por soldados americanos.A justiça italiana anunciou na segunda-feira que pretende indiciar um militar americano por homicídio e tentativa de homicídio no episódio que ocasionou a morte de Nicola Calipari, em 4 de março de 2005. Calipari e um outro agente secreto italiano tinham acabado de resgatar a jornalista Giuliana Sgrena quando o carro em que se dirigiam para o aeroporto de Bagdá foi alvejado por soldados americanos."Lamentos a cooperação insuficiente dos EUA com a investigação", declarou D´Alema, dias depois de reunir-se com a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, em Washington. O chanceler italiano não entrou em detalhes sobre os aspectos nos quais o governo americano não teria cooperado.Por meio de um comunicado, a embaixada dos EUA em Roma alegou ter "respondido" a todas as solicitações feitas pelo governo italiano, mas não esclareceu se Washington abriria caminho para o indiciamento do soldado, como desejam os promotores. Estima-se que o caso será analisado por um magistrado italiano dentro de aproximadamente dois meses.A morte de Calipari revoltou o público italiano, majoritariamente contrário à guerra no Iraque. O agente italiano foi sepultado como herói nacional.Calipari participou do resgate da jornalista italiana Giuliana Sgrena. Depois de obter a libertação da refém, Calipari e outro agente italiano a levavam a bordo de um carro ao aeroporto de Bagdá, por onde ela sairia do Iraque, quando o veículo no qual viajavam foi atacado por soldados americanos em um posto militar. Calipari morreu. Sgrena e o outro agente ficaram feridos.

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